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GNRation

2015

Durante décadas, o quartel da GNR no Campo da Vinha, em Braga, acolheu agentes da ordem e forças de segurança. Agora, é invadido por concertos, residências artísticas, conferências, projecções de filmes, lojas e ideias de negócio nas áreas da música, moda e artes digitais. O conceito de ocupação, preponderante no projecto de reabilitação do edifício, foi também decisivo na concepção da sinalética que desenvolvemos para o GNRation: uma sinaléctica ‘manuscrita’ em paredes e chão, como se tivesse sido feita à trincha por okupas que tomassem de assalto um espaço militar abandonado. É uma estética que vem desarrumar as noções de autoridade, ordem e policiamento, propondo antes as de liberdade, espontaneidade e indisciplina, essenciais em qualquer prática artística e criativa. Pelo seu carácter informe, em estado bruto, a sinaléctica não só subverte ludicamente o carácter austero do edifício como retira as devidas consequências do nome generation: algo que está a ser criado, que está a germinar e a rebentar, algo que está em devir. Os cartazes criados para concertos e outros eventos do GNRation exploram esta mesma ideia de ocupação: todos acontecem sobre uma tela em branco, de que permanece intacta uma moldura onde encontramos a marca GNRation e as informações úteis. A esta aparente neutralidade responde a plasticidade disruptiva que invade o centro do cartaz, cuja estratégia gráfica assenta também num princípio monocromático. Tanto a moldura como a monocromia vinculam os diversos materiais, motivando uma familiaridade fundamental no programa de afirmação pública do projecto GNRation.

For decades the GNR [National Republican Guard] headquarters at Campo da Vinha, Braga, housed law-enforcement officers and public security forces. Now it has been taken over by concerts, artistic residencies, conferences, film sessions, shops and business ventures in music, fashion and the digital arts. The concept of occupation that guided the building’s rehabilitation project was also crucial to the signage we designed for GNRation: “handwritten” signs on the walls and the floor, as if made with paint brushes by squatters who had invaded the derelict military site. It’s an aesthetic that challenges notions of authority, order and policing, asserting instead those of freedom, spontaneity and defiance, which are vital to any artistic and creative effort. In their raw and rough quality, these signs both humorously subvert the building’s austerity and fully explore the connotations of the name generation: something that is being created, something that is germinating, burgeoning, still in the making. The posters we designed for concerts and other events also draw on that same idea of occupation: laid out on a blank canvas, they all feature a frame upon which we can find the GNRation logo as well as useful information. The background’s apparent neutrality is broken by the disruptive plasticity that takes over the posters’ central area, whose graphic scheme also relies on a monochromatic principle. Both the frame and the monochrome tie the different materials together, lending a sense of fundamental familiarity that furthers the public affirmation of the GNRation project.

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